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Concursando diz na Comissão de Segurança que não há isonomia no concurso para Polícia Civil

  • Leonel Radde
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Reunida na manhã desta quinta-feira (5), a Comissão de Segurança, Serviços Públicos e Modernização do Estado, ouviu depoimento de Tauro Bonorino sobre possível desrespeito ao princípio da isonomia no concurso da Polícia Civil do Rio Grande do Sul (RS). A reunião foi conduzida pelo presidente do Colegiado, deputado Leonel Radde (PT).

O concurso da Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PC-RS) 2025/2026 oferece 720 vagas para Inspetor e Escrivão, com edital publicado e provas realizadas em 18 de janeiro de 2026. A banca organizadora é a Fundatec. O certame inclui prova objetiva, discursiva, teste físico (TAF), avaliação psicológica, exames médicos e investigação social.

O professor de Educação Física, Tauro Bonorino, disse que recentemente fez concurso para ingressar na Polícia Civil gaúcha. Conforme ele, o princípio constitucional da isonomia foi quebrado neste certame ao exigir o mesmo desempenho na prova física de candidatos jovens e de candidatos com mais de 50 anos. Os agentes de segurança pública tem que se preocupar, e serem cobrados por isso, no aspecto do condicionamento físico, mas, ao mesmo tempo, deve haver uma distribuição igualitária, sem etarismo", defendeu. Ele citou ainda a relação entre homens e mulheres, onde a condição hormonal prejudica as candidatas com mais idade.

Tauro entregou um documento ao deputado Leonel Radde, presidente da Comissão, que aponta outros concursos públicos que se atentam à diferença de idade. "Isso deve ser replicado neste ou em outros concursos", afirmou.

O professor explicou que os testes físicos (TAF) geralmente têm índice de reprovação de 40%. Ele asseverou que neste caso, este índice deve ser ainda mais alto pela exigência extrema. Para ele, o resultado do concurso será catastrófico pelos número de candidatos aprovados. "Possivelmente daqui a dois anos vão precisar fazer novo certamente, dispensando mais recursos públicos", sublinhou.

A deputada a Delegada Nadine (PSDB), a respeito do tema, disse que a disparidade de idade deve ser estudada para os próximos concursos. "Mas nesse atual concurso eu acho bem difícil", declarou. Ela sugeriu que a Comissão oficie o Chefe de Polícia para que, o concurso para Escrivão e Inspetor tenha isonomia com o concurso para o cargo de Delegado de Polícia.

O deputado Leonel Radde concordou que, por várias razões, o número de aprovados no concurso não atinja o número de vagas ofertadas. Ele lembrou que a carreira de policial não está atrativa e os candidatos nos concursos públicos diminuíram sensivelmente. Radde certificou que o tema deve ser estudado para os próximos concursos. "O que pode ser feito é ampliar o chamamento, bastando para isso, boa vontade política. Através de ofício da Comissão, já alertamos o governador Eduardo Leite sobre este fato", reforçou.



 
 
 

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